Um ano e dois meses de luta do Eduardo Dias
O que eu posso dizer? Meu amigo Eduardo foi embora às 8h30, do dia 24 de janeiro, aos 47 anos, vítima de uma série de sequelas de um AVC Hemorrágico no Tronco Cerebral, que teve em 17 de novembro passado.
O que posso dizer? Nesse um ano de luta em prol da reabilitação do Eduardo, quantas dificuldades, pouquíssimos apoios,quanta falta de sensibilidade, de humanidade.
O que posso dizer? Quando começou faltar recursos para a tão fundamental fisioterapia, para a compra das dietas que ele necessitava para sobreviver, pois ficou tão magrinho.
O que posso dizer? Quando tinha que implorar por pomadas Dersani, fitas Micropore, gazes para os curativos de suas escaras no corpo.
O que posso dizer? Quando faltou recursos para pagar as técnicas de enfermagem tão fundamentais para o tratamento do Eduardo.
Ele sofreu na pele a falta de apoio de tantos. Acompanhei o sofrimento dele de perto, pois sofri junto com ele.
O que posso sentir quando ele partiu, porque não tinha recursos para um melhor tratamento.
O que posso sentir quando falavam que a doença dele não tinha mais jeito.
Mas, nunca perdi a fé e a esperança, Eduardo. Você foi um guerreiro, amigo!
Você estará sempre VIVO!
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